Uma pessoa vai ao shopping, faz o briefing às crianças que vamos só comprar furadores e comer uma queijada, entra no dito, dá de caras com um insuflável gigante e um trampolim enorme, e tem que puxar da sua capacidade de negociação para conseguir fazer aquilo a que se propôs junto de duas pirralhas de três anos, histéricas com aquele monte de borracha.

E quando chega àquele apelo para o saltarico, dá de caras com um papel que diz:

3,5 euros – 15 minutos

Ãh????? Quanto? Vezes dois???

Ainda tenta convencer o rapaz (que tem uma pachorra do caraças) a deixar ir as duas por 3,5€, porque sendo a primeira vez, se calhar nem vão lá estar os 15 minutos completos. Ele atira com o segundo dizer do cartaz:

2º ticket – 2 euros

Ok, passa de 7 para 5,5 euros as duas. Uhm…mesmo assim acho caro como o catano, mas vá, tá bem. Entretanto já tenho duas cerejinhas a descalçarem-se (sabem mesmo pressionar o povo!!!). Uma delas pergunta: “o papá?”. E eu respondo: “não sei filha, se calhar foi roubar para poder pagar isto” (alto e bom som, para o rapaz ouvir e as outras mães também…tumbas…tenho a mania é o que é…e é melhor começar a ter tento na língua porque os dois seres de três anos com cérebros super-absorventes directamente ligados à boca, ainda são capazes de dizer “fomos ao tampolim e o meu papá foi roubar para pagar o tampolim”)

Elas adoraram o raças do trampolim e eu adorei vê-las ali, aos saltos e aos pinotes e a cairem e a rirem-se à gargalhada (com um bocadinho de inveja e vontade que houvesse um trampolim para pais ali ao lado).

No final disse ao rapaz que tinha muito jeito para crianças …e para a chata da mãe das crianças.