Dizem que os bébés não precisam realmente de chupeta, que é uma coisa que as mães introduzem nos bébés para os acalmar, que depois é muito difícil de tirar, que estraga os dentes e por aí fora. Pois, olhem, que dá muito jeitinho, dá. E logo se vê quando for a altura de tirar a chupeta.

Comecei nessa saga depois de fazerem três anos. Primeiro, era porque íamos de férias e não dava jeito andarem com as pêpês na praia. Não pegou.

Depois experimentei a técnica de que cheirvava muito mal, que de certeza que tinha bichinhos, que talvez fosse melhor deitarem a pêpê para o lixo. Sem sucesso.

Entretanto, num adaptação da história da fada dos dentes, lembrei-me de criar a fada da pêpê que deixava uma bolacha de avelã e chocolate debaixo da almofada se nesse dia não usassem a chupeta. Pronto, resultou um dia, mas logo a seguir desataram a chorar e queriam lá saber da bolacha.

Lá para Novembro do ano passado, comecei a dizer que podíamos escrever a carta ao Pai Natal a pedir os brinquedos e como elas agora já eram crescidas, o pai natal só trazia prendas para meninas que já não usassem a chupeta, e blá blá, e mostrei fotografias do F que foi colocar a carta com a chupeta nos correios. Chegadas ao dia de enfiar as chupetas nos envelopes, junto com as cartas, foi um dramalhão e eu lá cedi.

Achei que era um esforço demasiado grande para a minha condição de super grávida. Então, tomámos como objectivo para largarem a chupeta, o quarto aniversário. Ficavam tão fofinhas de chupeta 🙂 Ora vejam lá este vídeo.

Mas eis que na noite de Natal, imbuídas pelo espírito da coisa, mesmo antes de nos irmos esconder no quarto e quando estávamos a preparar o bolo e o leitinho para o pai natal comer, a cerejinha L disse para a J “vamos deixar aqui as pêpês para o pai natal levar?” E a outra, sem ter bem a noção, disse que sim. Eu nem estava preparada e na volta para a sala, depois de ouvirmos as renas do pai natal e o oh-oh-oh, fui à frente e meti as duas chupetas no bolso. E foi até hoje. A cerejinha J não estava preparada para a coisa, a bem dizer; foi um bocado na cantiga da mana e andou algum tempo a dizer que o pai natal era ladrão e quando alguma coisa desaparecia em casa, ela dizia “foi o pai natal”.

pai natal

O biberão foi mais cedo. Comecei a dizer que as tetinas já cheiravam muito mal, que já não se vendiam para a idade delas, que tinham que começar a beber pela palhinha. Então, desde os 2 anos que bebem o leite antes de dormir por palhinha, mas nos biberões. Foi a forma que encontrámos de não haver chatice; mesmo agora, quando não temos biberões, nas férias ou em casa da avó, bebem na caneca, mas preferem o biberão…manias!  Ah, é preciso dizer que lavam os dentes depois de beberem o leite.

Conselho: experimentem várias técnicas, mas deixem que sejam os vossos filhos a mostrar que estão preparados. Vão ver que é muito mais fácil do que se andarem sempre a pressioná-los.