Estava a pensar como queria que o novo ano fosse, quais os meus desejos para 2016. Há alguns evidentes. Nisto, pensei em mim, como é quero ser no próximo ano e para isso precisei de rever como fui no ano que agora acaba.

Não fui sempre uma boa pessoa. Zanguei-me algumas vezes com algumas pessoas. Levantei a voz e fiz cara de má. Ignorei chamadas e mensagens porque não me apetecia falar. Não sorri tantas vezes quantas as pessoas merecem. Gritei muito e disse coisas que não devia. Atirei com coisas ao chão e deixei coisas por fazer. Desliguei-me de mim.

Sei que fui muito mais vezes o contrário disto tudo. A tendência natural é lembrar das coisas más, daquilo que não deixou boas sensações. E não pode ser.

Não posso ser essa pessoa menos boa tantas vezes.

Não posso lembrar-me dessa pessoa tantas vezes.

E por isso, e porque no fundo, apesar de muitos problemas, a vida tem sido grata para comigo, é que tomei duas resoluções para 2016:

  • fazer o frasco da gratidão: todas as semanas, junto com a minha família, vamos escolher uma coisa ou acontecimento pelo qual estejamos gratos. Escrevemos num papel e metemos num frasco (ou lata, ou pote). Serão 52 papéis, pelo menos. No primeiro dia de 2017 vamos ler cada papel, por ordem e lembrar as coisas boas que nos merecem a nossa gratidão.
  • telefonar a um amigo por semana: escolher um amigo, nesse mesmo domingo, alguém que não vejo há meses, anos até, alguém com quem não falo há imenso tempo, alguém de quem tenho saudades e ligar-lhe para ouvir a sua voz e saber de si. No final serão 52 amigos com quem vou voltar a falar e que espero tenham a paciência de me ouvir, depois de tanto tempo.

Todas as outras coisas boas de que preciso e outras que mudem, tenho a certeza, acredito que vão acontecer. Sim, preciso de um ano novo realmente novo. E sei que vai ser um ano bom.

Que o vosso ano seja memorável, feliz, sorridente e grato. A vida é feita de boas memórias.

Feliz 2016!

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