Ir e fazer

O Domingo do Cerejal

14 Abril, 2014

Uma vez por mês temos a nossa extravangânciazinha de ir almoçar fora. Antigamente, nem as contava, as vezes que comíamos fora, mesmo depois das cerejinhas nasceram. Nos tempos que correm, é uma vez por mês e pronto. Na verdade, nem nos faz falta, acho que o fazíamos porque era mais práctico, porque eram quase oito da noite e ainda estávamos em Coimbra com 20 minutos de viagem de carro e um jantar por fazer. Passámos a descomplicar e fazem-se comidas simples ou na refeição anterior cozinha-se mais quantidade para depois se comerem restos (ou sobras que é mais fino).

Mas estou a perder o fio à meada. O que queria mesmo é contar como foi o Domingo do Cerejal.

A minha amiga Cláudia sugeriu-me o evento Mercado do Queijo e dos Romanos no Rabaçal. Ora este é daqueles que entra logo na minha agenda. O queijo do Rabaçal é muiiiiitooo bom, mas eu sou esquisita e tem que ser daquele muito caseirinho e curadinho. Lá fomos os 4. Estava um sol que não se podia e as cerejinhas estrearam as mangas curtas. Havia romanos como prometido.

romanos

Trouxemos queijo normal, queijo com oregãos e um pão caseiro muito guloso.

queijo_rabacal

A cerejinha L passou o tempo a dizer “cheira mal!!!”. Só não o fez nesta banca, a única com enchidos.

morcelas

Nestas actividades aprendi a levar sempre muita água e bolachas para o caso.

13h e nós ali. Chegados à estrada principal, um desafio: esquerda para Coimbra, direita para Ansião. Fomos para a direita porque me lembrei de um restaurante onde ia nos meus tempos de delegada…fechado (em boa verdade, há 2 anos que deixei de o ser e se calhar há dois anos que fechou). Virados a Pombal, seguimos para o Manjar…para a parte direita que eu sou daquelas que não gosta da especialidade deles, o arroz de tomate, que fica do lado esquerdo.

Depois de instalados, mamã cereja e cerejinhas foram lavar as mãos. Voltadas à mesa, diz o papá cerejo: “não te cruzaste com a mulher e a filha do Passos?”. “Eu não!”. Ora aqui está a prova que quando estou nas actividades de mãe, não vejo nadinha à minha volta, porque estando a lavar as mãos a uma, tenho que estar a controlar a outra já lavada para ver se não mexe em nada e não foge e tudo e tudo. Pensei “quando escolhes o mesmo restaurante que o primeiro-ministro, algo está mal na tua vida” (vá pronto, deixa-te lá de coisas, qu’inda levas uma ripada nos seguidores, porque meteste a política ao barulho). E a gente é educada e diz boa tarde de volta quando nos dizem boa tarde, mesmo que seja o senhor em questão porque foi buscar a filha que estava ali perto das cerejinhas a admirar a banca dos gelados.

E agora? Vamos à Figueira já que aqui estamos (se houvesse ali uma ponte interatlântica ainda íamos parar a Nova Iorque). Estava ao rubro, cheia de gente na marginal e no início de Buarcos, um bailarico com uma artista e malta a dançar aos pares. O máximo!

baile

As cerejinhas acordaram entretanto e quiseram ir ao parque infantil. As cachopas são como a mãe e nem 15 minutos lá estiveram: muita confusão, muito metro quadrado ocupado e pouco espaço para escorregar. Trocámos o parque pela areia. Como encontrámos logo ao início uns amigos que tinham levado baldes e pás para os filhos, ficámos ali, a conversar e a brincar. Estava um tempo óptimo, estava muito bom mesmo.

areia_maos

debaldeepa

Vários kilos de areia depois, fomos lanchar no muro ao lado do parque e com esta música de fundo, vinda do bailarico. Elas comiam bolachas do Ruca, a mãe e o pai bebiam uma mini e comiam uma fartura. Ah, a cultura tuga é tão boa!!!!

Entretanto, a cerejinha L que já não usa fralda de dia, precisou de ir fazer xixi e nestas alturas uma mãe treme, só de pensar no que vai encontrar nas casas-de-banho públicas. E começa mentalmente a delinear estratégias para conseguir que a cachopa faça xixi sem tocar com a pele em nenhum milímetro de sanitário. Posso dizer ao mundo que aquelas casas-de-banho estavam limpíssimas e tinham papel.

Volvidos ao carro, a meio da viagem a cerejinha J diz “quero ir para casa”. Este é o sinal de que o dia correu bem, que as cerejinhas estão cansadas e felizes, que escolhemos coisas simples e boas. Tal como o jantar, uma massa fusilli com salsichas, ervilhas e milho, kiwi e gomas no fim.

orquidea_tuga

 

(o primeiro artigo de viagem deste blog…e longo qu’ele é!)

 

  • Responder
    Claudia Duarte
    14 Abril, 2014 at 20:03

    Ai ó Carla, entre tanto por onde comer?!?
    Fizeste bem a digestão ? (Vá, não quero meter a política aqui ao barulho também….)
    Pois, Rabaçal….não consigo manter a R a bolachas quando lhe cheira a carne grelhada. A miúda nasceu a modos que com queda para o petisco e a bifana. Assim sendo lá ficamos a petiscar naquele sol :/ mas seguimos diretos a casa…..cá eu teria preferido Nova Iorque, ou aliás Figueira!

    • Responder
      mamã cereja
      14 Abril, 2014 at 22:09

      Enfim!!! Mas honra seja feita ao Leandro, o empregado, que nos tratou como se fossemos o primeiro e a sua primeira e as filhas, muito simpático. As bolachas foi só para o caso, porque passaram o tempo a comer daquele pão e a J queijo e L chouriço (até nisto são diferentes, caneco!). O franguinho tinha muitooooo bom aspecto também.

  • Responder
    Zélia
    14 Abril, 2014 at 18:06

    Carla. Muito bem, faltou só a referência à minha terrinha, na qual passaste de certeza louriçal, caso não te lembres…beijinhos…do arroz do manjar também adoro e das pataniscas hummm para não falar do queijinho do Rabaçal….

    • Responder
      mamã cereja
      14 Abril, 2014 at 22:06

      Claro que me lembro, Zélia! Sim, as pataniscas são óptimas, é verdade. Não dou muito tempo ao queijinho cá em casa. Perigosamente a aproximar-se do seu fim! Beijocas.

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