Faz a esta hora 3 anos que nasceste. Às 12h32 do dia 26 de Maio de 2011 de parto normal, com a mamã cheia de dores, sem ter levado epidural e a saber que tinha que se aguentar porque ainda faltava nascer a mana. Levaram-te para te vestir, o papá foi contigo, voltou para me dizer que estava tudo bem e que eras linda. Eu descansei e tentei ajudar o médico a virar a manita que entretanto se tinha atravessado. Não consegui, nem a manita. Fomos para outra sala, puseram-me a dormir e a manita nasceu de cesariana. O papá foi connosco e tu ficaste com a Bárbara, uma enfermeira fantástica. Não foste abandonada à nascença, pequenita, a mamã é que diz estes disparates porque acha que tem piada. Tal como chama carinhosamente à mana, “a atravessada”.

Não te demos logo nome, durante 3 horas, foste a gémea 1, até a mamã acordar da anestesia e ver a tua cara. Olhei para ti. Tinhas muito cabelo, já eras morenaça, fazias um beicinho tão fofinho e por isso ficaste Laura, assim um nome marcante como tu parecias ser. A mamã teve que aprender a tratar de ti e aos poucos fomos crescendo, eu como mãe e  tu como filha. Sempre gostaste muito de leitinho e de colinho, muitoooooo.

Quero dizer-te que te amo muito, que gosto de ti desde aqui até ao céu, daqui até à lua, daqui até ao Japão. Amo-te tanto, cada vez mais, cada dia mais. Que adoro quando queres ser um bébé, quando me pedes para pôr o aiólé ou para brincar no iáiô, quando inventas músicas e expressões como o tirititu, como o fufi. Que adoro quando me chamas mamã guardanapo e mamã pompom, quando ficas feliz por eu estar feliz, quando me abraças e beijas do nada.

Quero dizer-te que quando ralho contigo ou te digo não, é para que te tornes uma pessoa decente, que sabe o que está bem e o que está mal, que sabe escolher pela cabeça dela, que sabe duvidar e questionar, e que sabe o que quer.

Quero dizer-te que és a minha Laurita Catita.

Quero dizer-te que te amo.

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