Sobre meter a mãe no lugar:

L – Podes abrir isto?

Eu – Vais ter que esperar que eu estou a comer.

L (esperou alguns segundos e depois argumentou) – Mas tu estás a comer com a boca, não é com as mãos!

 

Nesse dia estava bem-disposta, ri-me e abri-lhe o frasco que ela pediu.

 

 

Pai – Que é isso que tens na orelha? Parece sangue.

J – É uma ferida!

Eu – Anda cá, deixa cá ver.

Comecei a tentar perceber o que era aquilo e escarafunchei um bocado. Era uma feridazita e tinha um pouco de sangue seco. Ela contorcia-se e fugia.

Eu – Está quieta para conseguir ver.

J – Ver é com os olhos, não é com as mãos.

 

Toma e embrulha, mãe! (alguma coisinha estou a fazer bem que a cachopa repetiu a frase no contexto certo)

 

Sobre palavras que parecem o que não são:

L (a falar sobre um tapete molhado) – Isto está completamente insuportável!

 

Era encharcado, era ensopado!

 

Sobre fazer parte de uma família numerosa:

L – Mamã, sabes que esta noite deitei sangue do nariz? Mas levantei-me, fui à casa-banho, peguei numa toalhinha do Joaquim, sentei-me no tapete e tapei o nariz e fiquei à espera que passasse.

Eu – Ai foi? Olha, não dei conta de nada.

L – Pois. Eu até fui ao teu quarto.

Eu – A sério?

L – Sim, fui ver se lá havia lugar.

 

Estava lotação esgotada, pai, mãe, irmã gémea e irmão mais novo, tudo num ameno co-sleeping. Ela chegou tarde!


foto de capa © True Colors Fotografia

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