Estratégias para gerir um amontoado

A verdade é que não consigo

17 Fevereiro, 2017

Tantas vezes me dizem “como é que consegues?” que quase me convenço que consigo mesmo. Tantas vezes me fazem sentir uma super-mulher que consegue tudo e mais umas botas com três filhos atrás que quase me convenço que consigo mesmo.

A verdade verdadinha é que vos ando a enganar a todos há muito tempo, desde há cinco anos e meio para cá, primeiro com as gémeas e depois com mais um filho que perfaz um amontoado, ao qual ainda se juntou uma cadela.

Não consigo não gritar. O meu tom natural já é próximo do grito, juro-vos. Há tempos, ao jantar, no meio do caos absoluto só não enlouqueci por completo, porque mandei um murro na mesa acompanhado por um JÁ CHEGA! em que até o pai da casa saltou da cadeira assustado, tais foram os decibéis que consegui atingir.

Não consigo, a maior parte das vezes, não arregalar os olhos ou dar um apertão no braço quando a coisa está a resvalar vertiginosamente para uma birra monstruosa ou uma parvoíce pegada.

Não consigo fazer o ritual de limpeza de pele do princípio ao fim todos os dias tal como gostava, sem ter uma pessoa pequena a mostrar-me que conseguiu desenhar pela primeira vez um urso, ou a outra pessoa pequena a fazer-me queixinhas da irmã, ou outra pessoa ainda mais pequena a aparecer com um pote de plasticina para abrir, ou uma cadela a querer companhia e a desatar a lamber o ralo do polibã.

Não consigo sair de casa todas as manhãs sem aquele ar esbaforido de quem correu a meia maratona logo pela fresquinha, sem ter ameaçado meio mundo desta casa que faço isto e aquilo e aconteço ainda pior se não se despacham, sem me esquecer dos bibes, ou das fraldas, ou do telemóvel, ou da caixa das bolachas, sem discutir com o pai da casa por merdices sem jeito nenhum.

Não consigo ter o carro sem lixo variado, restos de bolacha nas frestas das cadeiras, cascas de banana na porta do carro, lenços ranhosos, folhas e pauzinhos e pedrinhas e raminhos e florzinhas e mais outra natureza morta espalhada, sem sacos e saquinhos na mala do carro, sem peluches e brinquedos e partes de outros a habitar o chão do carro.

Não consigo ter roupa a cheirar sempre bem, sem borboto ou descosida em algum lado, sem estar suja de ranhoca.

Não consigo manter os brinquedos só na divisão a que chamei “quarto de brincar” na esperança de não haver brinquedos espalhados pela casa e até vivenciar, durante meio segundo, o que é ser uma pessoa com uma mansão que é o que toda a gente pensa que tenho quando digo que eles têm um quarto de brincar.

Não consigo fazer o amor sempre que quero, porque nunca estou sozinha com o pai da casa e há sempre um filho que aparece a meio da noite no quarto para se enfiar na cama com os pais ou que chama porque lhe dói a barriga ou sonhou que havia porcos debaixo da cama.

Não consigo dar sempre comida saudável aos putos, porque me esqueço de ir às compras, ou estou curta de massas, ou simplesmente não tive pachorra para me enfiar num hipermercado, ou porque ao sábado quero é passar o dia todo de pijama em vez de ir ao mercado, ou porque estou sem pachorra para invenções e pesquisas.

Não consigo telefonar as vezes que desejo aos amigos que fazem anos ou simplesmente ligar à avó todas as vezes que penso nisso.

Não consigo ter sempre um frasco suplente de paracetamol cá por casa, tal é a velocidade que se gasta, porque quando um fica doente, ficam todos e eu só peço aos santinhos que não seja nenhuma gastroenterite daquelas de ter que andar a limpar camas vomitadas a meio da noite e cadeiras auto e roupa variada.

Não consigo ter a roupa sempre lavada ou arrumadinha nas gavetas e só dobro ou meto a malta a dobrar meias e cuecas, quando alguém grita “mãe, mijei-me, onde é que estão as cuecas?????”.

Não consigo ir a um café ou a um restaurante da moda sem ter uma garota a correr pelas mesas e a gritar, como se estivesse a milhares de quilómetros de distância de mim,  “mãããeeee, quero ir fazer um cócózinhoooooo!”.

Não consigo ler a porcaria de um livro sem adormecer ao fim da primeira página ou ter que voltar a ler o parágrafo todo, porque não já não faço a mais pálida ideia do que li segundos antes, sendo que o tipo de literatura que tenho lido nos últimos anos se cinge às bulas dos medicamentos, aos folhetos do lidl, aos comunicados das escolas e aos rótulos dos produtos de higiene.

Não consigo ter o fogão limpo todos os dias, nem as prateleiras do frigorífico impecáveis, nem a bancada sem migalhas, nem o caixote sem fraldas mal-cheirosas, nem cantos sem cotão, nem móveis sem pó.

Não consigo que os meus filhos não andem ranhosos ou sempre com as unhas cortadas, ou com os sapatos limpinhos, ou com roupa sem nódoas, ou sem nós no cabelo, ou sem dizerem cócó e xixi várias vezes ao dia só para serem engraçadinhos, não consigo que deixem de tirar macacos do nariz à frente de toda a gente.

Não consigo deixar de ter sempre fome e assim que chego ao trabalho ter logo vontade de almoçar, pois que apesar de ser cedo, eu já levo praticamente meio-dia feito, com três putos para vestir, dar de comer, levar às escolas todas as manhãs e picar o ponto.

Não consigo deixar de me pôr à conversa nas escolas dos putos com os outros pais e perder a oportunidade de poder chegar cedo a casa, e acabo por chegar na mesma tarde, já depois da hora aceitável para a cadela aguentar o esfíncter sem fazer nada em casa.

Não consigo terminar uma tarefa sem interrupções.

Não consigo deitá-los e ainda ir lavar a loiça, pôr roupa a lavar e escrever artigos, porque estou podre de cansaço e acabo por adormecer quase primeiro que eles.

Não lhes consigo ler todas as noites uma história, porque arranjei a desculpa que quando se deitam tarde não têm direito a história, mas a verdadeira razão é que estou mais morta que viva e cada vez mais pitosga, e não me apetece ainda ir ler seja o que for.

Não tenho a paciência que devia ter e que os meus filhos merecem, porque são uns miúdos doces e castiços, e eu não consigo ser tão boa mãe quanto gostava ou quanto eles merecem.

Não consigo ser perfeita…nem quero.

Por isso, quando me perguntam “como é que consegues?”, respondo muitas vezes “não sei bem, umas vezes consigo, outras não”.

Apesar de nem dar bem conta de como é que consigo de facto fazer tanta coisa com um amontoado de filhos, sei qual o segredo para conseguir, só tenho que o aplicar mais vezes: ter calma e não acelerar, ser paciente e menos exigente comigo e com eles, saber ouvir e saber estar, deixá-los ser mais criança e eu ser mais mãe, e menos polícia das luzes, dos brinquedos, da roupa, dos papéis, da escola, dos dentes, da comida.

O segredo para conseguir é não ter demasiadas expectativas e confiar no instinto.

E arregalar os olhos só um bocadinho de vez em quando…nem que seja para pôr os putos a rir com a carantonha que estou a fazer.

 

(tu aí que tens gémeos ou um amontoado de filhos e que passas a vida a ouvir “como é que consegues?” e te sentes o máximo, mas depois em casa quase que enlouqueces e não queres saber como é que conseguiste, só te apetece mesmo é beber um copo de vinho ou ver programas estupidificantes na tv…descansa, não estás sozinho. Vamos continuar a fazer de conta que conseguimos por muitos mais anos?)

  • Responder
    marta
    20 Fevereiro, 2017 at 9:54

    Po aqui mae de gemeos de 2 anos, que trabalha por conta propria, sem empregada em casa. Tenho a sorte de ter um marido espetacular mas nao chega… Por isso basicamente fazemos o essencial da melhor forna a fazer parecer q conseguimos =)

    • Responder
      mamã cereja
      21 Fevereiro, 2017 at 6:27

      Pois, é como aqui, se não fosse haver outro adulto competente cá em casa, isto era ainda pior, ehehe. Muitas felicidades!

  • Responder
    Joana
    19 Fevereiro, 2017 at 21:27

    Tão verdade! Não tenho um amontoado de filhos só tenho 2 que me parecem um amontoado tal a energia e atenção que me requerem. Continuemos juntos a fazer de conta!

    • Responder
      mamã cereja
      21 Fevereiro, 2017 at 6:25

      Sim, continuemos! 🙂

  • Responder
    Raquel Franco
    19 Fevereiro, 2017 at 15:41

    Olá, li o seu texto e achei o máximo, poderia ter sido eu a escrevê-lo como sendo a minha vida ihihih. Sou mãe de dois piolhos eletricos uma com 12 e outro com 9 e é o salve-se quem puder cá em casa, pois somos só os três e para além de trabalhar a mãe lembrou-se de voltar à faculdade…pois é suicídio, uma louca. Mas vamos sobrevivendo por incrivel que pareça… por isso cada vez mais digo que para dar continuidade à espécie só podia ser missão para as mulheres. Somos mães guerreiras. Tudo de bom. Beijinho

    • Responder
      mamã cereja
      21 Fevereiro, 2017 at 6:25

      Somos mesmo! Muito boa sorte para esta nova fase de estudante, força! Beijinho

  • Responder
    Fernanda Crujo
    19 Fevereiro, 2017 at 13:56

    Maravilhoso!!! Confesso que não conhecia o blogue mas conquistou-me com este texto e vou passar a seguir! Tenho 2, a mais velha com 9 (acabados de fazer) e o pequeno com 2 (faz 3 em Junho). A diferença de idades não ajuda, há momentos em que um chama por uma coisa o outro por qualquer coisa totalmente diferente… Os interesses e as necessidades totalmente distintas tornam as coisas muito…. eh, desafiantes digamos 🙂
    Ontem foi a festa de aniversário da mais velha. Tirei 3 (sim, 3!) dias de férias para poder preparar tudo! Hoje ando por aqui a arrastar-me de cansada que estou (a sorte é que sobrou imensa coisa e não vou ter de cozinhar!!!) e soube-me mesmo bem ler estas palavras! Um bem haja!

    • Responder
      mamã cereja
      20 Fevereiro, 2017 at 22:45

      A diferença de idades às vezes limita-nos muito como mães, é verdade. Há quem diga que o segredo é ir tendo momentos só com um filho para equilibrar essas diferenças. Bem-haja eu por ter chegado até aqui 🙂

  • Responder
    Carmen Carapinha
    19 Fevereiro, 2017 at 10:01

    Revejo-me mto no seu texto… Sou mãe de gémeos de 9 anos, tenho 2 gatas, um marido ( que me ajuda muito) e uma sogra ( q atrapalha até com a sua respiração)! A cada frase que lia do seu texto, pensava, ” e um alienígena a comentar com desaprovação cada movimento q fazes e cada decisão q tomas”
    Sim, vim c alguma relutância viver com a minha sogra para ajudar (????) (e eu a achar q sou Madre Teresa + Sheera). Apercebi-me, dia após dia, q apesar de ter q tratar da roupa, da comida, da casa… Tinha ali alguém q me dizia “olha as calhas das janelas estão sujas” ” ali está um cotão” para além de qd faço a comida, q essa tarefa é dividida entre mim e o meu marido, a senhora faz questão de fazer cara de nojo e discretamente põe a comida num guardanapo pq eu só faço coisas horríveis… Claro q a cada grito q dou aos meus filhos qd me fazem queixas um do outro, há alguém, q faz questão de dizer q eles são pequeninos e eu não tenho paciência nenhuma!!! e diz às minhas crias q a avó é q é boazinha… DÁ PARA DESAPARECERES PARA SEMPRE, VELHA DIABÓLICA???? ODEIO-TE!!! Claro q (ainda) não lhe disse esta frase mas está mto perto de sair pela boca fora a qualquer momento…
    Gostei do seu texto, é mto realista, dá para me rever na íntegra como é o meu dia a dia… Deixo-lhe uma pergunta, qd esta azáfama acalmar, como serão os seus dias? Eu sinto q vou ter saudades desta minha capacidade de fazer tanta coisa e ainda ter cotão pra apanhar, bolas de pêlo no chão, calhas sujas e ter os meus filhos sempre comigo! Acho q vou sentir saudades destes tempos, mas tenho certeza q não sentirei nem um bocadinho de saudades deste alienígena q por aqui vive! Bjs

    • Responder
      mamã cereja
      20 Fevereiro, 2017 at 22:36

      Sim, de certeza que vou ter muitas saudades…talvez tenha netos nessa altura para voltar a preencher os meus dias. Um grande beijinho e muita dose de paciência.

  • Responder
    SILVIA
    19 Fevereiro, 2017 at 9:43

    Na realidade, não se engana ninguém porque é igual em todo o lado! E quem não tem uma vida assim, no fundo, no fundo, até tem pena de não a ter… (deve ser uma pasmaceira…) São só fases da vida 😉 tudo passa e acalma.

    • Responder
      mamã cereja
      19 Fevereiro, 2017 at 9:48

      Pois, alguns conseguem disfarçar, ehehe! Obrigada pelas doces palavras!

      • Responder
        Ana Machado
        19 Fevereiro, 2017 at 12:48

        Nunca me identifiquei tanto… descreveu a minha vida.. de todas os dias.. mãe de três meninas há vezes que so me tranco na casa de banho, sento me na sanita a pensar em nada, sendo que trinta segundos depois já tenho uma pequena multidão cheia de vontade de fazer xixis… affffff… a roupa… não vou falar da roupa……….. enfim… não consigo!

        • Responder
          mamã cereja
          20 Fevereiro, 2017 at 22:41

          Nem na casa-de-banho! Confesso que às vezes me ofereço para ir com a cadela à rua só para respirar um bocadinho, ehehe. Beijinhos

  • Responder
    Isabel figo
    18 Fevereiro, 2017 at 22:39

    Muito obrigada pelo texto !!!! Tenho um menino de 5 anos e uma de 2 anos e meio. Ao ler as suas palavras. .. pensei que podiam quase ser as minhas palavras. Quando me perguntam é uma loucura com 2 assim pequenos, eu respondo… a loucura nos bons dias, nos dias menos bons é o caos. Parabéns pelos seus super poderes !!!! E todas fazemos coisas que não gostaríamos. Mas a verdade é que somos humanas e faz parte estes desvaneios. 🙂

    • Responder
      mamã cereja
      19 Fevereiro, 2017 at 9:52

      É isso mesmo, loucura é nos dias bons 🙂

  • Responder
    SVR
    18 Fevereiro, 2017 at 21:51

    Achei o máximo este texto e identifiquei-me em mais do que um parágrafo!!!viva a todos aqueles que conseguem às vezes…nem todos…nem nunca….o que interessa é nunca desistir de continuar a tentar!!!

    • Responder
      mamã cereja
      19 Fevereiro, 2017 at 9:53

      Desistir é que não! Obrigada!

  • Responder
    Marisa Tomé
    18 Fevereiro, 2017 at 17:51

    Delícia!!!

    • Responder
      mamã cereja
      19 Fevereiro, 2017 at 9:54

      Obrigada!

  • Responder
    Andreia
    18 Fevereiro, 2017 at 14:08

    Identifiquei-me tanto. Querer ser mulher, mãe e ainda ter uma carreira. Ir para reuniões com brinquedos na mala ou um desenho no meio da papelada, não dar por isso é ter a camisola bolsada ou cheia de ranhoca, termos que nos preocupar ainda que os filhos têm vida social e cabe-nos a nós gerir essa vida e os presentes para os amigos e etc etc etc. Não somos de ferro mas somos fortes

    • Responder
      mamã cereja
      19 Fevereiro, 2017 at 9:54

      Somos muito fortes! Beijinho

  • Responder
    Fernanda
    18 Fevereiro, 2017 at 12:32

    Um dia vai conseguir e quando conseguir vai ter saudades do tempo em que não conseguia….tudo porque nessa altura vai sentir a casa vazia

    • Responder
      mamã cereja
      19 Fevereiro, 2017 at 9:54

      Pois, tem razão! 🙂

  • Responder
    fatimartins
    18 Fevereiro, 2017 at 11:29

    Bom dia Mamã Cereja !!!! Apesar de só ter 1 e já ter 31 anos… adorei ler o k escreveu … Neste momento e possivelmente durante mais um mes ou dois estarei a fazer uma pausa no trabalho… e gostei tanto de ler o k escreveu me e entendi perfeitamente , que gostaria de me “oferecer” para lhe fazer um babysitting e umas comidas ou “whatever”..para a libertar um pouco.. tou disponivel como disse , e fazia a o por .. sei lá carinho ?????? eu já tomei conta durante 3/4 anos de 2 criancas , em casa delas, e foi uma experiencia que adorei… bem… se assim o desejar … e estiver para ai virada… eu chamo me Fatima, tenho 57 e moro em Carcavelos….
    Um BOM Sábado …bj

    • Responder
      mamã cereja
      19 Fevereiro, 2017 at 9:57

      Oh, muito obrigada Fernanda! Vivemos um pouco longe…:) Na verdade, às vezes que vou conseguindo tem tudo a ver com o facto de o,pai cerejo ser um pai sempre presente. Nem quero imaginar se assim não fosse. Mas de facto só temos ajuda de tempos a tempos quando a minha mãe cá vem passar uma semana. Um grande beijinho e bem-vinda!

  • Responder
    Maria
    18 Fevereiro, 2017 at 9:54

    Verdade verdadinha. Também sou mãe de 3, o caos às vezes instalá-lo em casa e sinto que sou a policia da arrumação, da hora de dormir… É também me passo com todos!

    • Responder
      mamã cereja
      19 Fevereiro, 2017 at 9:57

      Estou cansada de ser essa polícia… Um beijinho!

  • Responder
    Rita Doce
    18 Fevereiro, 2017 at 0:27

    Tão eu…

    • Responder
      mamã cereja
      19 Fevereiro, 2017 at 9:58

      😉

  • Responder
    Maria
    17 Fevereiro, 2017 at 23:53

    Só tenho uma mas podia ser eu a escrever isto

    • Responder
      mamã cereja
      19 Fevereiro, 2017 at 9:59

      Pois, imagino que sim! Beijinho

  • Responder
    Anabela
    17 Fevereiro, 2017 at 23:49

    Simplesmente, tal e qual!!!
    Sou mamã de trigémeas e sem dúvida, também me identifico com muito do que escreveu, parabéns!
    Vamos continuar a fazer de conta…

    • Responder
      mamã cereja
      19 Fevereiro, 2017 at 9:59

      Uau!!! Adoro cá ter tri-mamãs 😉

  • Responder
    Luís Rodrigues
    17 Fevereiro, 2017 at 17:01

    Não conhecia o blog! E gostei de ler! Parabéns!

    • Responder
      mamã cereja
      19 Fevereiro, 2017 at 10:00

      Oh, obrigada! 🙂

  • Responder
    Sara Coelho
    17 Fevereiro, 2017 at 16:18

    Obrigada!!! A sério, ontem deu-me uma descompensação tal que andei mais de 1 hora a chorar copiosamente e tudo porque eles tinham feito uma birra descomunal no caminho para casa. Como tive de os pôr de castigo, fiquei a sentir-me a pior mãe do Mundo e a sentir que não era capaz. Obrigada por este testemunho tão… certo! E eu também devo ser menos exigente comigo e com eles…. Quando conseguir fazer isso vai tudo ser mais fácil! 🙂

    • Responder
      mamã cereja
      17 Fevereiro, 2017 at 16:49

      Detesto sentir-me assim e sim, também me acontece muitas vezes. Descomplicar e relaxar ajuda muito. Beijinhos

  • Responder
    Marta Fernandes
    17 Fevereiro, 2017 at 14:26

    Boa tarde
    Não conhecia o seu blogue e adorei este texto. Apesar dos meus já serem grandes lembro-me bem desse tempo e identifiquei-me com muita coisa que escreveu.
    E não há nada que as pessoas de fora possam dizer que nos melhore o dia a dia. Por isso não lhe dou conselhos, só lhe desejo muitas felicidades e paciência.
    Vou continuar a vir aqui 🙂
    Beijinho
    Marta
    https://pitinhosdamarta.blogspot.pt/

    • Responder
      mamã cereja
      17 Fevereiro, 2017 at 16:50

      Obrigada Marta, é sempre bom sentir carinho das “pessoas de fora”. Um beijinho e continue por cá 🙂

  • Responder
    Sandrine
    17 Fevereiro, 2017 at 13:36

    Exatamente amiga. ..vamos continuar a fingir por mtoo mais tempo ;)!

    • Responder
      mamã cereja
      17 Fevereiro, 2017 at 16:50

      A enganar o mundo todo, eheheh. Beijocas (como vai essa recuperação?)

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