Escolher um carrinho de bébé faz parte das cenas-a-tratar-quando-se-está-grávida. Para um bebé só, é fácil: há carrinhos aos pontapés, uns mais citadinos, outros mais todo-o-terreno, uns mais vintage, outros futuristas, resmas de opções.

O moranguito tem o Quinny Buzz emprestado e, apesar de ocupar um bocado de espaço na mala do carro, é muito robusto, vai a todo o lado é é muito confortável.

Esta tarefa torna-se lixada complicada quando se trata de escolher o carrinho de gémeos. As opções são menos e grande parte das lojas nem tem nenhum para ver ao vivo, só em catálogo.

Quando foi das cerejinhas, meti na cabeça que só escolhia um carrinho que pudesse experimentar, que conseguisse manobrar sozinha, que não tivesse que tirar um curso para o montar/desmontar e que fosse compatível com o ovo pebble da bebéconfort (porque ia ter um emprestado). Vai daí, restavam poucas alternativas. E escolhi este, porque era muito fácil de conduzir, ficava espaço para meter tralha e porque havia gente que queria contribuir para a compra do carrinho.

Naquela altura, havia basicamente duas opções: tipo autocarro à-frente-e-atrás ou lado-a-lado. A escolha depende de vários factores:

  • se há elevador para ir para casa.
  • das dimensões da porta do prédio.
  • do espaço de cadeira de passeio.
  • do dinheiro.

Como vivo num terceiro andar sem elevador e o carrinho de gémeos que escolhesse nunca iria ver a minha casa (porra, carrega tu com ele, chiça!) e como queria poder passar nas caixas dos hipermercados com o dito, escolhi o modelo à-frente-e-atrás. Sim, é um combóio, mas é um carro muito fácil de montar e desmontar, versátil nas posições das cadeiras de passeio, relativamente leve e com espaço para meter coisas em baixo.

Muitas amigas têm a versão lado-a-lado e, neste caso, é preciso saber escolher, porque querer entrar em algum lado e não conseguir passar da porta ou ter que encolher uma das cadeiras, é muito chato (acho que neste tipo, o Cosatto fica a ganhar).

Na altura, estava a surgir em Portugal a opção em-cima-e-em-baixo, muito usado nas américas e inglaterras. Eu confesso que me deixei levar por aquela onda parva de “ai coitadinha, depois vai ali em baixo a olhar para a parte de trás da cadeira da irmã, coitadinha”. A minha amiga C bem me disse que estava a ser tótó, porque era um carro muito mais leve e fácil, ocupava pouco espaço e que as crianças não ligam a isso, se vão em cima ou em baixo. Deste tipo, hoje em dia, já há mais opções e lembrei-me de escrever sobre a escolha do carrinho, precisamente porque fui à loja dos meus amigos (que não fazem ideia deste artigo) e vi este carrinho ao vivo e pareceu-me fixolas…e com um preço muito mais simpático do que há 5 anos atrás. Ainda bem!

Um conselho para futuras mães de gémeos: façam lista de nascimento e peçam às pessoas para contribuirem para o carrinho. Assim, em vez de receberam carradas de roupa que não vai ser usada e outras coisas pouco úteis, recebem o carrinho e se forem como eu, vão usá-lo muito. Que eu não fui pessoa de ficar fechada em casa só porque tinha gémeos e é complicado de sair sozinha com eles e não sei mais quantas desculpas.

Arranjem um carrinho de gémeos mummy-friendly e saiam!!! E com aquele espírito de “eu consigo!” e “vai correr bem!” e “se me vir enrascada, há sempre alguém pronto a ajudar!” e “só vou desatar a chorar, quando entrar no carro e não estiver ninguém a ver!”

(sim, eu passei por todas)