Da linguagem:

Eu – Laura, não posso pôr a música mais alta (quer sempre dançar com a música em altos berros)

L – Porquê?

Eu – Porque o rádio estraga-se.

L – E o teu?

Eu – Qual meu?

L – O que está no teu quarto. Na tua cabecinha-cabeceira.

Até que fica giro, o nome.

 

Eu (a conduzir e a espingardar com as pessoas cheias de pressa) – Nossa senhora da agrela!

L – O que é a agrela?

Boa pergunta.

(quem sabe?)

 

J – Este copo é destransparente.

L – Estou toda destranspirada.

Ainda pedi que repetissem para perceber como raio dizem estas palavras.

 

Da imitação:

J (depois de passar mais de meia hora no chão a fazer puzzles e enquanto se levantava) – Ai, as minhas pernas! Acho que estou a ficar velhota.

Acho que tenho que rever o que digo quando me levanto do chão.

 

 

Do pensamento:

J (na hora de dormir) – Mamã, quando tu e o pai eram pequeninos e eu e a mana éramos pequeninas, quem é que tomava conta de nós?

Para ela, nós, a nossa família, sempre foi assim, de quatro. Expliquei-lhe que elas nasceram quando eu e o pai já éramos adultos, como aconteceu agora com o mano. Descansou. Afinal sempre teve o pai e a mãe para tomarem conta dela e dos manos.