Quando comecei a pensar no blog, e depois do meu amigo Nuno me ter dito que gostava do que eu escrevia no facebook e porque é que não tinha um blog, pedi-lhe ajuda para o nome. Ele disse: pões um nome que tenha a ver com o caracol, afinal és a única pessoa que eu conheço que é alérgica ao caracol!

caracolada

É verdade, é uma das minhas alergias alimentares. Muitos pensarão “ui, que nojo!”, outros “xiii, que pena, é um petisco tão bom”. Pois, eu também gostava. Era das primeiras coisas que fazia nas férias de Verão quando chegava ao Fundão: caracolada e finos. E foi precisamente numa dessas vezes, que depois de um prato do dito, chego a casa já roxa, inchada e quase sem respirar. O que vale é que o hospital é perto da minha casa. Tive um choque anafiláctico, com edema da glote, o quadro todo, um horror. Depois fiz o teste ao caracol, deu positivo, nunca mais comi…mas gostava tanto.

Antes, ainda adolescente, a fazer a vacina das alergias, quando passei para a segunda dose, pimbas, hospital com ela também com um choque alérgico. O primeiro. Parei a vacina.

E pensam vocês, a rapariga tem queda para as alergias. Nem vos digo nada, só não sou alérgica ao mundo porque há meia dúzia de coisas que escapam como o peixe, o pêlo dos cães, a lã. De resto, a Primavera para mim é um desafio à minha capacidade de tolerência, passo a vida a espirrar, sempre com olhos vermelhos (se calhar por isso é que passei por alcoólica nesta noite). Sou hiper alérgica aos gatos, às gramíneas, às oliveiras, ao pó e a um monte de outras plantas.

alergia

Na véspera do 1º dia de trabalho depois de 1 ano e 2 meses de ausência (gravidez, licença de maternidade e férias), a J e eu estávamos super constipadas. Ela finalmente adormeceu pelas 2h da manhã, fui comer uma colher de mel porque estava cheia de tosse. Um mel caseirinho, nunca antes aberto. Duas horas depois acordo cheia de comichão e falta de ar. Como nem conseguia conduzir, teve que ser o pai cerejo a levar o carro…com as duas miúdas, tiradas da cama para os ovos, e uma mãe super à rasca. Mais um choque anafiláctico. Ao fim de duas horas de voltas a Coimbra, elas acordaram; pedi para ir lá fora ajudar a acalmá-las, não me deixavam sair porque os meus níveis de oxigénio não estavam ainda bem. Adormeceram outra vez, voltei mais uma hora, deram-me alta, voltámos para casa. Elas dormiram mais um pouco, eu tomei banho e arranjei-me, e depois de as deixar na creche, fui então ter o meu primeiro dia de trabalho, toda inchada, ainda a respirar esquisito. Nunca mais comi mel, caseiro nem pensar, industrial não me atrevo.

mel

E julgam vocês que acabou por aqui? Qual quê! Lembram-se daquelas unhas lindas, as minhas vermelhas e as delas cor-de-rosa e amarelo? Pois, fiz alergia ao raio do verniz!!! A minha cara estava a inchar de dia para dia, vermelha, cheia de borbulhas. A sorte é que me lembrava de a minha prima Vanda ser alérgica ao verniz, já há muitos anos e de o pai cerejo me ter visto a coçar a cara com um vermelho reluzente. Tomei a medicação, tirei o verniz das minhas unhas e delas também. As unhas estavam muito bem arranjadas e eu gosto muito dela, mas os vernizes eram novos e baratos…eu não fui feita para coisas baratas, que nervos!

verniz

Entretanto fui pesquisar muitooooo e descobri que tem havido muita gente com este tipo de alergias e algumas marcas criaram vernizes hipoalergénicos. Lá vou ter que correr Coimbra inteira à procura do caneco do verniz.

E encontrei este blog magnífico!!!!