Faz a esta hora 3 anos que nasceste. Às 13h02 do dia 26 de Maio de 2011 de cesariana, depois de te teres atravessado quando a mana saíu e a mamã sem conseguir ter forças para dar a volta. Entrámos as duas em bradicardia, levaram-nos para outro piso, para o bloco, o papá foi connosco, a mana ficou com a enfermeira. Quem te viu primeiro foi o papá e até a mamã acordar da anestesia, foste a gémea 2. Quando acordei, olhei para ti, tinhas a pele clarinha, cabelo mais claro que a mana, eras muito magrita e tinhas sofrido um bocado. Por isso, ficaste Júlia, um nome forte para uma menina forte.

Gostavas de leitinho, mas não conseguias segurá-lo na barriguita e todos nós em casa, tomámos banho com jacto de leite vindo de ti. Não faz mal, tu és tão linda. E tiveste cólicas e a mamã usou alguns remédios que as outras mamãs aconselhavam. Mas o que resultou mesmo foi muito colinho, muitoooo, ao som da música do Rodrigo Leão, até que passou aos 3 meses.

Quero dizer-te o que te digo todas as noites ao ouvido, I love you, je t’aime beaucoup, ti amo, me gustas mucho. Amo-te tanto, cada vez mais, cada dia mais.

Que adoro quando me fazes festas no braço e na cara, tão suaves, tão boas. Que adoro as tuas gargalhadas, a tua covinha na bochecha direita quando sorris, que adoro quando me chamas mamã borboleta, mamã papel, mamã chupeta, quando gritas “é a minha mamã” sempre que me vês chegar à creche e corres para mim e me abraças.

Quero dizer-te que às vezes a mamã não faz logo o que tu não consegues ou não te deixa desistir, porque a mamã sabes que és capaz.

Quero dizer-te que és a minha Julinha fofinha.

Quero dizer-te que te amo.

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