Faz a esta hora um ano que nasceste, às 20h15 do dia 16 de janeiro, num dia frio e solarengo. Eras grande e gordinho, parecia que já tinhas um mês. A mamã sofreu muito, sempre com o papá ao lado que só saíu para ir levar as manas a casa da nossa linda amiga, enquanto tu ainda não tinhas vindo ao mundo. Foram umas horas difíceis, mas quando te vi pela primeira vez, esqueci logo as dores e começou o nosso namoro.

Eras morenaço e tinhas muito cabelinho, uns olhos bem abertos e grandes, doces como o teu sorriso viria a ser. Ainda estiveste quase um dia e meio sem nome, que a mamã ainda não estava convencida a chamar um bébé de Joaquim, mas agora que passou um ano, vejo que te assenta tão bem.

Passámos meses juntos, só os dois e nesse tempo conseguia adivinhar tudo o que precisavas, conhecia cada expressão e ficava deliciada com cada nova conquista. O teu sorriso lindo depressa se mostrou e a tua simpatia contagia tudo e todos. Que bom, filho, que bom!

Quero dizer-te que chegaste num ano difícil, uma ano complicado, com altos e baixos. Mas a tua presença ajudou-me muito, sou e somos muito mais felizes desde que nasceste, somos muito mais ricos e temos o coração muito mais cheio. Tu és um bébé tão fácil de tratar, mas perfeito, perfeito era dormires a noite toda. Vá, mas um dia (não demores muito, sim?) sei que vais conseguir.

Quero dizer-te que a música que a mamã inventou quando te vai deitar, será sempre nossa e às vezes só acalmas quando ouves “o meu Joaquim / tem muito soninho / vai fazer ó-ó / o meu rapazinho”. Quero dizer-te que adoro quando deitas a cabeça no meu colo e ficas à espera de festinhas na cabeça, quando dizes mamã, quando sorris para toda a gente e quando não podes ver um bocado de pele meu, das manas ou do papá que tens mesmo que tocar com as tuas mãos suaves e quentinhas.

Quero dizer-te que és o meu Jaquim.

Quero dizer-te que te amo, cada dia mais, cada vez mais.

Obrigada filho por teres entrado na minha vida.