Da idade dos porquês

L – Porque é que os cães estão sempre a abanar a cauda?

 

Google!!!!!!!!!!!!!!


J – Porque estás sempre com sono quando nos deitas?

 

É da idade!


Da morte e outros mistérios

Vimos o filme “Marley e eu”…até ao fim. Eu já estava com um nó na garganta antes mesmo de ouvir a pergunta fatal.

L – A Ginja vai morrer?

Eu – Sim, um dia, quando for muito velhinha.

L – (ficou vários minutos em silêncio) Quero que a Ginja fique comigo para sempre.

 

Eu também, eu também, rica filha


Um amigo morreu. Falámos disso ao jantar, elas perguntaram muitas coisas. Nós tentámos explicar da forma mais simples possível. Mas a cerejinha J insistia na conversa:

J – Ele morreu como? Bateu com a cabeça? Deitou sangue?

 

Custa um bocado falar disto aos filhos, a mim custa-me, não me sai assim naturalmente, custa-me.


Há quase dois anos que faço rotatividade dos brinquedos. Escolhemos os que são para ficar no quarto e os que são para guardar. E elas também pedem os que querem voltar a ter disponíveis. Num dia em que elas não estejam em casa, faço as mudanças, sendo que tenho um esconderijo secreto, uma arca muito feia no sótão que já esteve para ser despachada, mas que agora tem dado muito jeito para guardar os brinquedos. Meti-lhe uma coisa pesada em cima para não haver tentações de a abrir. Elas nunca suspeitaram que é mesmo ali ao lado que estão os brinquedos, sempre tiveram curiosidade em saber onde estão, de tal forma que a cerejinha L perguntou no outro dia:

L – Os brinquedos que tu guardaste estão no céu?

 

Úhhhhhhh, mistério!!!!!!!!!!!

 

De adorar jogar

O pai jogava com elas ao jogo das pistas sobre animais.

Pai – É um animal começado por L. Parecido com o polvo.

L – Pota!!!

 

Cerejinha L, a saber de pelintrice desde o berço!

 

De desarmar uma pessoa que quer manter o ar sério e grave

Eu ralhava. Em loop, sabem como é. Um grande sermão, blábláblá e mais blábláblá, porque vocês isto e vocês aquilo, por aí fora. Numa das vezes a cerejinha L estava parada a ouvir, muito séria e com todas as letras e boa dicção, disse:

L – Mamã, peço imensas desculpas.

 

E uma pessoa desmancha-se e pára de ralhar quando a sua miúda de cinco anos lhe dá para ser extramamente formal, parecia mesmo um e-mail de trabalho…


A meio de Maio, a duas semanas de fazerem anos, eu dava um ralhete às duas, porque já são crescidas, já deviam pensar antes de fazer, porque têm que perceber o que está bem e o que está mal, não pode ser sempre a mãe a estar a ver o que vocês estão a fazer, e o mano é pequenino e parece impossível “vocês têm seis anos”.

L (imediatamente a seguir, sem pestanejar) – Mas nós não temos seis anos!

 

Porra, cortou-me logo o embalo…”não interessa, é quase a mesma coisa”…e fiquei por ali. Preciosista, pá!