Das irmãs:

Num destes dias, chegaram a casa ao mesmo tempo que o vizinho, um ano e meio mais novo. Levavam as duas um brinquedo que a tia Manela lhes tinha dado. O miúdo pediu para ver, a cerejinha J emprestou, ele viu e depois fugiu com o brinquedo. A cerejinha J desatou a chorar muito alto “a minha Joaninhaaaaaa!”, parada a apontar com o dedo. A cerejinha L correu atrás dele, agarrou-lhe na mão e com toda a força tentava tirar o brinquedo da mão do garoto, dizia “dá cá o brinquedo da minha irmã”, não descansou enquanto não conseguiu reaver a joaninha. Virou-se para trás e disse “Toma Júlia. Vamos embora!”

Um amigo, quando lhe contei este episódio, disse que a J vai começar a dizer “não te metas comigo ou solto-te a minha irmã!!!”, ahahahaha. Medo, tenham muitoooo medo, a cerejinha L anda aí.

De ajudar:

Temos tido muitas festas de aniversário. De amigos das cerejinhas. E de filhos das amigas da mamã cereja. Numa destas festas, a maior parte dos meninos tinham 8 ou 9 anos. Havia mais uma menina assim, de quatro anos, mais ou menos. Na hora de abrir a pinhata, quando os doces começaram a cair e eram muitos, só se viam mãos e pés, e eu com o Joaquim ao colo a ver as cerejinhas a entrarem naquele emaranhado, estava um bocado à rasca…estava a vê-las a serem espezinhadas. A cerejinha J, a medo, esperou um pouco e depois avançou quando já havia menos confusão. A cerejinha L foi logo apanhar o que via e chamava pela mana. Vinha dar-me as guloseimas que conseguia apanhar e ao mesmo tempo,  verificava se a Júlia também estava a conseguir. Ao lado, a menina mais pequena, estava de mão dada com a mãe, um bocado triste por não ir para o meio da confusão e não estar a apanhar guloseimas; e nisto a mãe levou-a para dentro, para a distrair. Eu tinha os bolsos a abarrotar e numa das viagens da L disse-lhe “Ó Laura, já tens aqui tantas guloseimas, porque não dás essas que trazes àquela menina mais pequenina que não conseguiu apanhar?”. “Está bem, mamã!”. Voltou um pouco atrás e disse “Podemos só ficar com este chupa?”. A menina ficou muito contente, a cerejinha L ainda voltou mais uma vez ao local da pinhata e disse a uma menina mais crescida que estava a apanhar os restos para um saco “Por favor, deixa-me tirar algumas para aquela menina lá dentro?”. Levou mais uma mão cheia de guloseimas “Toma, tens aqui mais”. Veio ter comigo, sacudiu as mãos e disse “Já está!”.

Como eu gosto dessa tua capacidade de ajudar os mais pequenos, filha, como eu fiquei tão orgulhosa de ti.

(vá, é o momento de se babarem em conjunto comigo)