J – Mamã, acho que um dia vou querer ter um bébé.

E eu vou ter um netinho 🙂

 

Após vários meses e insistências, conseguimos que a J fizesse cócó na sanita e eu fiz uma festa enorme. Gritei tão alto “que bom filha, conseguiste, estou tão feliz” que da vez seguinte ela pediu-me, antes de começar a fazer, “mamã, por favor, hoje não fazes nenhuma festa quando eu fizer cócó, tá bem?” Esperava por este momento há dois anos (tiraram a fralda aos dois anos, mas quando querem fazer cócó pedem para pôr fralda…um drama), claro que fiz uma festa enorme, chamei toda a gente para ver e gritei muitas vezes “conseguiste!!!!”. Mas ela ficou assustada e não achou piada nenhuma a ter mais daquilo de cada vez que fosse à sanita…só faltou dizer “menos, mãe, menos”.

 

J – Mamã, queres ver uma coisa?

Foi ter com o mano que estava na espreguiçadeira e sussurrou-lhe:

J – Joaquim, estás preparado?

E começou a fazer caretas para ele e a rir. O Joaquim deu-lhe um grande sorriso.

J – Estás a ver, mamã, ele imitou-me!

E é isto, encenaram um espectáculo só os dois e a estreia correu muito bem.

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L – Mamã, já não tens o mano na barriga. Porque é que ainda tens a barriga grande?

Estive vai não vai para desviar o tema da conversa que eu não preciso que me digam que ainda tenho a barriga grande, eu sei bem.

Eu – Ó filha, porque demora algum tempo até a barriga voltar ao lugar, ela cresceu muito e agora tem que voltar a ficar pequena, demora mais ou menos 18 meses.

L – Queres que te faça umas massagens?

E desatou a pressionar a barriga e ela fazia ” ploing, ploing, ploing”. Um mimo!

 

Numa destas noites com tosses e ranhocas, a L acordou a meio da noite. Pediu água e disse que tinha fome. Fui fazer-lhe um pão, fomos para a mesa da sala, ela comia e falava, muito. E eu ao lado dela, morta de sono, a esfregar os olhos e a tentar manter-me acordada, quando ela pergunta:

L – Mamã, estás a desmaiar?

Estava quase.

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