Fui a um chá do bébé e saí de lá a pensar “coitada, da minha amiga, ouviu tantos palpites e bitaites conselhos que deve estar completamente assustada”. Eu fui uma das mães, que se fartou de dizer como fez, como acha que deve ser e como não deve ser. Ela é linda e super querida, e de certeza que não achou nada disto, e no fim, estava feliz por ter lá as amigas e as madrinhas do pequeno F…eu é que fiquei a pensar que tinha sido uma chata.

Quando me convidaram, pensei “olha que giro, nunca fui a um chá do bébé, mas já ouvi falar tanto disso”. Com a curiosidade em riste, lancei-me sobre a net à procura. Fiquei abismada com a quantidade de sites e blogs brasileiros com instruções para o dito. Parece que há uma diferença entre chá do bébé e chá de fralda: no primeiro as convivas levam um pacote de fraldas e uma prenda, no segundo é só encharcar a casa da futura mãe com fraldas de todos os tamanhos e marcas. Esta parte de oferecer fraldas faz-me um bocado de confusão, porque há um dia em que o tamanho 0 ou 1 deixa de servir e ainda há tantos pacotes na despensa (eu recebi montes de fraldas que os bébés das amigas já não usavam, precisamente por causa de se fazer stock) e porque sou um bocado supersticiosa e não gosto de oferecer coisas assim muito para a frente (manias, pá, o que é que querem, todos temos as nossas). Mas estando integrada num grupo de amigas, é o que a maioria decide e ponto.

Não vou agora aqui descrever o chá, até porque não foi meu, correu bem, as actividades foram giras, ela estava feliz é o que interessa.

Ao longo da minha gravidez e já depois do nascimento das cerejinhas, recorri muito a outras mães de gémeos; sim, porque dar banho a dois bébes é diferente do que só a um, alimentar dois bébés não é como alimentar apenas um, sair de casa com a traquitana toda de dois bébés não é igual a sair só com um, a gravidez não é muito diferente, mas é seguida de outra forma e tem mais alguns cuidados…Mas há uma coisa que é igual entre mães de gémeos e mães de um bébé de cada vez: a recuperação pós-parto. E então para quem teve dois partos no mesmo dia como eu…precisa de muito apoio de outras mães.

O bitaite é uma instituição nacional. E eu até gosto disso, porque é assim que se trocam experiências e se conhecem outras realidades, e se descobrem soluções e o desenrascanço tuga vem muito daí. Na maternidade é a toda a hora. E é inevitável, não há nada a fazer. Eu própria também caio nisso de quando em vez (como no chá do bébé do pequeno F) e muitas vezes sinto que estou a levar com o carimbo “olha esta agora que tem a mania, lá porque é mãe de gémeas”. O melhor mesmo é dizer sempre que sim e depois decidir pela nossa cabeça e fazer pela nossa intuição.

E experimentar! Às vezes só se lá chega por tentativa e erro e no caso de gémeos é mesmo assim: não resulta hoje, resulta amanhã, ou então vamos experimentar doutra maneira como fez a X ou irmã da Y.

(este artigo está muito sério…o que é que se passa comigo hoje?)

 

Seguem-se uma série de imagens assim para o esquisitas (das giras há aos montes para a malta grávida)

 

um convite

 

sem comentários

 

ou as mãos ou nariz ou o cordão umbilical