meninamundo

Este blog é recente. Esta menina é pequena. Esta ideia é bonita. Estas fotos são muito boas. Estes textos são tão doces. Esta menina é muito fofinha. Esta mãe é tão querida. Este pai é tão sortudo. Este blog, Menina Mundo, é para seguir, agora e ainda mais a partir de Setembro. Estas são as palavras que a Miriam escreveu:

Somos uma casa: com janelas e portas abertas para receberem o mundo. Uma casa cheia de histórias para partilhar e pronta a acolher os outros, nas suas histórias, tradições, medos e coragens. É assim que vivemos o ser família e somos uma família de três – nós e a nossa pequena Mia, de 20 meses – que em setembro vai viajar, durante um ano, pelo mundo. Não somos ricos, abdicamos de alguns bens materiais e pegamos em parte das economias que conseguimos juntar, tudo porque acreditamos que podemos tocar os sonhos.
Para concretizarmos este projeto eu – que sou neste momento docente universitária na FDUP – abandonarei a carreira académica e deixarei os saltos altos e a escrita científica para abraçar esta escrita de histórias: das viagens (fora e dentro de nós), das pessoas, das emoções; o Nelson é fotógrafo de profissão, e não lhe faltará o que fotografar durante este nosso (novo) caminho.
O blog menina mundo será a porta de entrada desta nossa casa, lugar de encontro entre o que somos e construímos a cada dia e as casas dos que nos são mais queridos, e de todos aqueles que queiram connosco viajar e partilhar das nossas vivências. E por essa porta (apesar de se ter aberto há menos de três meses) se têm trocado emoções, apoio, inspiração, vontade de seguir o coração. Tudo pela partilha de histórias de dias normais, como a ida ao mercado de rua, e tantas outras vezes em que ela nos desacelera dos dias para ouvirmos as cordas dos violinos.
A menina mundo conta essa história: da liberdade de sentirmos (mais do que nunca) que temos tudo, melhor: que somos tudo e, por isso, nos podemos desapegar do que está para além disso; da confirmação de que podemos tocar os sonhos, abraçá-los, trincá-los; da aceitação do imprevisível, planeamos mas não controlamos tudo o que pode acontecer e entendemos que a imprevisibilidade tem dois lados, o dos obstáculos, frustrações, dificuldades (e, aqui, é essencial o modo como vamos lidar com elas), mas também um lado bom, que nos pode surpreender quando menos esperamos e onde (e de quem) nada esperamos; da certeza de que daremos muitas outras voltas, dentro desta volta ao mundo, daremos a volta aos medos, aos sonhos, às vontades, às diferenças; à aceitação do outro… E daremos, certamente, a maior das voltas sobre nós. E que a Mia viverá isto tudo e crescerá com tudo isto enraizado nela.

E o artigo que mais gostei, foi Preciso de ti (na sua voz pequenina) (mas esteve renhido com este).