Houve um tempo em que os amigos me telefonavam para aconselhar restaurantes, aqui em Coimbra, ou por esse país fora. Houve um tempo em que eu dominava aí a cena dos restaurantes novos, dos renovados e dos clássicos. Depois os tempos mudaram e passaram a ligar-me para aconselhar com cenas da maternidade e afins. Coisas da vida. Apesar disso, continuo a gostar de aconselhar sítios para bem comer e onde uma pessoa se sinta bem; aquele género de sítio onde nos tratam mal, mas a comida é boa, não pega comigo (a não ser o restaurante goês na Figueira da Foz onde o homem era intratável, mas a comida era de facto muitooo boa). Assim sendo, hoje segue uma lista de sítios em Coimbra onde a mamã cereja gosta de ir, mas não vai assim tantas vezes porque não tem orçamento para isso…

O Japonês – desde o primeiro dia, desde a abertura que adoro o japonês. A decoração, o sushi, a Sara, o menú de almoço, as sobremesas, o sushi, os espaços, a simpatia, o sushi (estou a repetir-me, mas o que interessa mesmo num restaurante japonês é que o sushi seja bom, e aqui é mesmo bom)

O Fangas – desde os primeiros meses, desde que era só um cantinho com poucas mesas que adoro este sítio para petiscar. A chouriça, os vinhos, os queijos, a Luisa, a decoração, a simpatia, o local e o horário. E também gosto muito quando está cheio de turistas, porque sei que vão muito bem impressionados de Coimbra.

O Dux (o da baixa) – desde que abriu na baixa que adoro este restaurante. Assim também na onda do petisco, mas muito bom também ao almoço com prato do dia a preço simpático, os vinhos, a simpatia, as sobremesas, o Pedro, a localização, o conceito.

O Sereia – desde há uns anos, nem sei bem porque começámos a ir lá, acho que é por ficar ao lado do Atenas, gosto da comida tão caseira, do caril, do Sr António e do Sr Júlio, das sobremesas, do balcão em U, das sobremesas, da canja, das sobremesas (a Dona São foi pasteleira noutra vida e faz doces tãoooooo bons). Só não gosto nem um pouco da sala lá dentro, das cadeiras e das mesas, mas não sou eu que mando.

O Via Lusitânia – desde há uns tempos, porque fica ao lado da casa de uns amigos, gosto do bolo de bolacha, da comida caseira, da paciência para a criançada, da Sara, do Sr Ulisses, do Sr João, gosto da localização.

O Atenas – foi lá que me ajuntei aos amigos do pai cerejo, é lá que a malta do teatro se reúne depois dos ensaios e espectáculos, é lá que se comem as melhores francesinhas e batatas fritas pála-pála de Coimbra e arredores, a cerveja é boa, gosto do Zé, gosto do sítio, gosto das pessoas que lá vão, gosto da malta do Atenas.

O Paço do Conde – descobri este paraíso do grelhado por via da falta de orçamento, é barato e alimenta bem, fica na baixa onde nós adoramos andar e as pessoas são simpáticas.

As Escadas de Montarroio – ao almoço, comida caseira, com diária baratinha e tudo incluído, gosto da Jacinta e família, gosto do sítio, gosto das pessoas que lá vão, gosto de almoçar em mesas corridas com gente diferente, gosto da canja, gosto das sobremesas e as cerejinhas gostam do filhote.

E o melhor restaurante de todos é:

A Tasca do Cerejal – não é aberto ao público, funciona só por marcação, tem estado fechado e há muito que não leva lá gente a comer, mas tem que reabrir os convites, a comida é caserinha, oriental às vezes, picante q.b., diversificada, pouco fast e muito slow, às vezes é qualquer coisa grelhada ou cozida para despachar, é caótica e barulhenta, com a toalha cheia de nódoas, vinho barato e guloseimas, lareira no inverno, um aspirador canídeo para o que cai no chão, birras à mesa, berros à mesa, gargalhadas e muitos elogios do género “papá, está delicioso!”.

(uma seleção de fotos de comida do cerejal para meter nojo, eheheh, do género irritante)

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